Em vez de ficar avaliando o desempenho do outro, sentir-se frustrado ou ficar esperando que as coisas aconteçam, o ideal é investir no diálogo franco e descontraído, negociar preferências sexuais, expressar o que é bom e aceitável para ambos. Essas orientações são mais do que manjadas, o problema é que muitas vezes é difícil ter esta conversa.
"Essa comunicação muitas vezes não é fácil. Se fala muito de sexo, mas quando se trata de falar do que gosta, intimamente, aparece um bloqueio. As pessoas ficam esperando que aconteça naturalmente e esse 'naturalmente' não acontece", reconhece Margareth Reis.
"Se o casal não tem o hábito de conversar sobre o assunto, a pessoa que inicia a conversa pode gerar um desconforto no outro, porque o outro pode não estar preparado. Mas é importante não parar por aí. É uma possibilidade de aumentar a intimidade. A forma de falar também é muito importante", diz.
Para a sexóloga, a criatividade é a chave para manter a chama do casal na cama e afastar o risco da monotonia. "A criatividade é simples, não precisa ser um show. Pode ser um telefonema, um bilhetinho, um gesto, uma insinuação, fazer um elogio, uma surpresa, um jantar à luz de vela, preparar a casa com clima agradável, uma massagem com óleo. Não pode é cair na previsibilidade, repetir tudo automaticamente. É importante sempre testar novos tipos de abordagens, de carícias. A convivência não acaba com o tesão. A falta de criatividade, sim. essa tarefa é responsabilidade de ambas as partes.------------------------------
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mas isso se ainda existe tesão ao contrario fica dificil.
Afrodisíacos falta de desejo no casamento a criatividade não revertem .
Ouvir que o casal perdeu o desejo sexual, principalmente em relacionamentos longos, tornou-se algo comum. Nesses casos, os conselhos costumam não passar de "invista na criatividade para uma noite diferente" ou "apele para alguns alimentos afrodisíacos". Mas o resultado normalmente não é o esperado.
De acordo com a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora de O Livro de Ouro do Sexo, a solução do problema não é tão simples assim. "Quem fala para ser criativo não sabe o que é a situação. Quem vive o fato de não sentir tesão sabe que não adianta inventar nada. Criatividade existe quando há muito tesão."
A especialista declara que é raro alguém sofrer da disfunção chamada de inibição do desejo, já que a maior parte da perda da libido está relacionada apenas ao parceiro atual e não aos outros. Além da intimidade excessiva e da rotina, apontada como principal vilão a exigência de exclusividade . É por isso que 90% dos casamentos são muito ruins.
A relação que estabelece entre tesão e exclusividade é que o primeiro depende de um mínimo de insegurança e conquista. Quando se sabe que o marido, por exemplo, é dependente emocionalmente de você e não há o jogo constante de conquista, acaba se transformando em um irmão, afastando o desejo.
A dica da sexóloga é rever o modelo de casamento. "O importante é sentir-se amado, desejado e a relação favorecer seu desenvolvimento. Mas todo mundo quer saber se o outro transou ou não com mais alguém, e isso passa a ser o mais importante, prejudicando a união." Na prática, pode não ser tão simples assim. Disposto a tentar?



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